8 passos para validar um produto alimentício no mercado

Entenda as principais questões para inserir e validar um produto alimentício para no mercado.

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by: Andréia Santiago

 

Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA), a indústria alimentícia, nos últimos anos, teve um crescimento e faturamento significativo na balança comercial brasileira. Apesar da crise, é um indicador que este é um mercado em ascensão, que vem atraindo muitos investimentos, principalmente no desenvolvimento de alimentos inovadores.

O setor de produtos alimentícios é um dos que mais possuem potencial lucrativo. Isso porque este é um dos ramos mais consolidados do mundo, pois trabalha com a comercialização de itens essenciais para a sobrevivência dos seres humanos. Além disso, vale ressaltar que é um campo bastante amplo para atuação.

Dessa forma, muitas pessoas optam por investir neste ramo por ser um dos que mais passam segurança quanto ao mercado consumidor.

Entretanto, não basta agir sem pensar. É preciso agregar valor ao produto e criar um diferencial, sendo necessário estruturar um planejamento, cuidando de questões essenciais para que o investimento feito seja bem sucedido e lucrativo.

Acompanhe abaixo 8 passos necessários para validação de um produto alimentício para o mercado:

1.Público-alvo

Antes de tudo, qual é o público-alvo que o seu produto vai atingir?

Para responder essa pergunta é preciso traçar o perfil do consumidor do produto idealizado. Para isso, pesquise hábitos, preferências e necessidades desses consumidores. Com os dados dessa pesquisa, procure padrões de comportamento e de personalidade dessas pessoas.

 

2. Demanda 

Com o público alvo definido, é necessário mapear a demanda e a tendência de mercado.

É de suma importância analisar algumas perguntas estratégicas, como:

    •    O que você está vendendo?

    •    O que o mercado está precisando?

    •    De que forma as pessoas vão comprar o seu produto?

    •    Quem mais está vendendo?

    •    Qual é o seu diferencial?

    •    O que é oferecido nesse mercado, mas pode ser melhorado?

Esses pontos são detalhes básicos, mas importantes para o sucesso desse produto no mercado.

Dessa forma, é fundamental que você mostre uma proposta de valor para os consumidores. Escute o cliente e veja o que pode ser oferecido como diferencial, algo que seja capaz de encantar e surpreender esse público.

Além disso, uma das principais estratégias é fazer pesquisas de mercado e entender a concorrência local. Não esqueça! É neste requisito que os pontos fracos dos outros produtores serão esclarecidos.

 

3. Pesquisa e análise regulatória

Depois de identificar o que se espera do novo alimento, quais são suas características, o público-alvo que irá consumi-lo e o mercado que ele deseja atender, outras questões precisam ser definidas.

Nesta etapa, acontece a definição dos principais requisitos técnicos e normativos. É feita a pesquisa, o estudo e a verificação das legislações pertinentes, com o objetivo de checar se há viabilidade técnica para que o alimento seja, efetivamente, desenvolvido.

Os ingredientes e os aditivos a serem utilizados são um dos pontos analisados. É preciso verificar se eles são permitidos e quais são os seus limites de uso.

Também é feito o levantamento dos principais insumos necessários para o desenvolvimento do protótipo. Além de elencar possíveis receitas que se adequem as perspectivas do cliente.

Além disso, vale lembrar que são realizados estudos de possíveis processos e equipamentos que otimizem a produção do cliente e evitem contaminação cruzada.

 

4. Testes de desenvolvimento

A partir da metodologia e dos estudos desenvolvidos, é preciso realizar formulações de amostras para aprovação e ajustes, caso necessário.

Neste estágio, testes são feitos com os possíveis ingredientes. Investiga-se o comportamento de cada componente isoladamente para, em seguida, avaliar a interação entre esses elementos, pois estes podem interagir quimicamente. Em geral, dessa interação, há o desenvolvimento de características sensoriais e nutricionais.

É de extrema importância fazer a descrição dessa etapa envolvendo o processo produtivo, as matérias-primas, os insumos necessários e o balanceamento da massa, para que você consiga ter a padronização do seu produto.

 

5. Análise sensorial

Os produtos alimentícios apresentam diversos aspectos físicos próprios, como aparência, textura, aroma e sabor. Essas características influenciam na decisão de compra do consumidor, e caso não atendam às expectativas, outros produtos similares, com melhores características serão escolhidos por eles.

Ou seja, esta etapa é um meio para você determinar a preferência do mercado, descobrindo quais características satisfazem o público consumidor.

Por isso, é preciso conhecer as percepções sensoriais das pessoas quanto ao produto que está sendo desenvolvido.

A avaliação e a análise sensorial de produtos alimentícios medem, analisam e interpretam as respostas dos seres humanos com base na visão, olfato, tato, paladar e audição.

Este aspecto é muito importante no desenvolvimento e marketing de novos produtos, uma vez que oferece percepções sobre o comportamento do consumidor, além da taxa de aceitação e a garantia da qualidade do que está sendo desenvolvido.

 

6. Documentação do processo

Após a finalização dessas etapas, é preciso se atentar a um fator importante: a documentação.

Manter uma documentação adequada ao longo de todo o desenvolvimento do produto permite que algumas situações sejam enfrentadas com maior segurança, evitando deslizes e riscos desnecessários.

A partir do registro das fases, deve-se compilar todos os dados e organizar em documentos para que seja possível comparar o previsto com o realizado, além de registrar, padronizar e garantir a execução correta desse processo.

Dessa forma, é de suma importância que essa organização seja feita ao fim de algumas etapas estratégicas, como:

    •    Pesquisa e Analise Regulatória;

    •    Testes de Desenvolvimento;

    •    Análise Sensorial.

Assim, o processo torna-se mais estratégico e promove o alinhamento entre todos os envolvidos, permitindo que esses tenham também o entendimento do que está sendo executado e por qual motivo.

 

7. Embalagem e informações de rótulos 

O uso da embalagem e da rotulagem são essenciais para aderir às normas e leis que garantem o bom funcionamento do mercado como um todo. Além disso, são meios de comunicação e pontos de contato com o consumidor de forma direta.

A embalagem é essencial para garantir a proteção do produto. Ela ajuda a mantê-lo perfeito até a chegada ao consumidor, assim como facilita o transporte e a estocagem, sendo as principais características logísticas das embalagens.

Além disso, o design de embalagem é essencial para atrair o público alvo e construir uma imagem da marca com o consumidor.

Já os rótulos são importantes para garantir que as informações nutricionais, a validade e lote estejam organizadas para um bom controle da produção e distribuição dos produtos.

A rotulagem deve seguir regras de órgãos regulatórios importantes para informar o consumidor sobre o que ele realmente está consumindo, além de garantir a qualidade dos produtos. Ademais, os rótulos proporcionam para o consumidor uma tomada decisão mais segura ao escolher aquele produto.

Todo o design da embalagem e as informações da rotulagem promovem o produto e garantem que ele seja atrativo e relevante para o seu público alvo.

           

8. Análise de viabilidade econômica 

Depois de todos esses passos, a pergunta é: o produto é viável?

Essa etapa deve ser o ponto crucial para qualquer desenvolvimento de um produto. É nela em que é feita a análise da viabilidade econômica.

É muito importante que você estabeleça parâmetros e custos necessários para inserir um determinado produto no mercado, pois com essas informações, se torna mais visível se há possiblidade de investir no projeto.

Dessa forma, você evita riscos desnecessários, como custos inesperados no futuro e o insucesso quanto ao seu investimento.

 

A importância da consultoria nesse processo 

Todo esse processo exige um investimento adequado, além de dedicação, tempo e conhecimento técnico.

Uma consultoria abrange serviços personalizados e aconselhamentos para uma empresa ou pessoa física para execução de projetos em um tempo definido.

Os consultores vão ser os responsáveis em trazer para seu projeto o conhecimento técnico e as adequações necessárias.

Tudo que for de conhecimento sobre especificidades do produto, legislação e matérias-primas ficará sob responsabilidade da consultoria.

Além disso, você otimiza seu tempo sem comprometer as demais atividades administrativas inerentes ao seu negócio. Dessa forma, você terá mais certeza e segurança quanto ao seu investimento.

           

Produção inicial 

Após a realização de todo esse processo e a comprovação da viabilidade técnica e econômica, é preciso começar a produção inicial para terminar de inserir e validar esse produto no mercado.

Este estágio depende claramente da finalização das etapas anteriores para que o produto chegue ao mercado da forma mais ideal.

Aqui, vai ser a hora de iniciar as vendas e de apostar em possíveis estratégias de marketing para que o produto seja lançado e alcance o conhecimento do seu público-alvo.

Nesta etapa, o faturamento vai começar, mas nem sempre haverá lucro.

Além disso, como esse começo demanda um número baixo de produção é preciso maiores investimentos em publicidade e propaganda, assim como outros custos relacionados a particularidades do lançamento, a exemplo da sua distribuição.

Dessa forma, é preciso que você não meça esforços para despertar a descoberta e a curiosidade de potenciais interessados em seu produto.

 

E aí, o que acha de investir em um produto e validar ele para o mercado?

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