PGRS: Como ter um controle dos seus resíduos e ganhar dinheiro com isso

Entenda como o PGRS pode te ajudar.

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by: Livia Dumaresq

Por muitos anos, grandes e pequenas empresas ignoravam os seus resíduos, amontoando-os e dando-os como destino os aterros sanitários ou lixões. Porém, com a criação de leis mais rigorosas no Brasil e com o PGRS (Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos), têm gerado uma pressão sobre elas, exigindo que adotem outra postura e trazendo a devido importância que essa temática merece.

Com isso, muitas empresas tem buscado alternativas que visam o reuso desses materiais, seja por reciclagem, reaproveitamento dos restos, a compra de resíduos reutilizáveis de outras empresas e vendendo os que sua produz.

Os resíduos sólidos, de acordo com a Política Nacional de Resíduos Sólidos, é todo material descartado que resulta de uma atividade humana na sociedade. O aumento das sobras, assim como a sua produção gera um gasto e diante desse cenário, surgiu a necessidade de gerencia-los e buscar uma alternativa lucrativa para o mesmo.

Mas, afinal, o que é o gerenciamento de Resíduos e o Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos?

O gerenciamento, segundo a lei 12.305/2010, é um conjunto de ações - como coleta, transporte, tratamento - que têm em vista a disposição final correta dos resíduos, fazendo com que o setor privado e o público se tornem obrigados à dá uma finalidade correta aos seus lixos.

Já o Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos é um documento técnico que as empresas têm necessidade de ter para comprovar aos órgãos ambientais responsáveis que ocorreu o descarte correto, nele é identificado o tipo de resíduo, a quantidade gerada na empresa, órgão público ou empreendimento de forma geral.

E então, você já parou para pensar no gasto que sua empresa pode estar tendo com os resíduos que ela produz?

Cada vez mais os empreendimentos têm buscado alternativas inovadoras que, além de sustentáveis, tenham finalidade lucrativa. Porém, muitas geram esses resíduos mas não sabem ou não fazem nenhum tipo de controle ou identificação.

Logo, o primeiro passo é fazer a identificação por meio da separação dos mesmos, permitindo que a empresa tenha ciência de qual área de produção está gerando mais resíduo e tenha controle dos seus desperdícios, além de conhecer o tipo de lixo que está gerando por meio de um diagnóstico. 

Cada resíduo possui uma norma ou uma regulamentação que precisa ser seguida para que aconteça uma boa gravimetria e tenha uma destinação e comercialização correta, e essa classificação é feita de acordo com a determinação pela NBR 10.004/04 da ABNT: 

  • Resíduos Perigosos que são os que apresentam periculosidade e características como inflamabilidade, corrosividade, reatividade, toxicidade e patogenicidade;

Se o seu empreendimento gera esse tipo de resíduo, fique atento para quem irá comercializar pois, de acordo com a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), só poderão comprar esses resíduos as empresas que possuem licenças especiais para tratamento destes materiais, e devido a essa burocracia que se torna mais difícil ganhar dinheiro com esses resíduos.

  • Resíduos Não Perigosos que são aqueles que não trazem risco de contaminação ambiental ou à saúde humana, podendo ser inertes e não inertes.  

Os não perigosos são comercializados mais facilmente pois possuem métodos de reciclagem mais fáceis e uma maior quantidade de empresas com licença de tratamento destes materiais.

Já em relação à caracterização, os resíduos são diagnosticados quanto:

  • Origem: Identifica-se em qual processo originou-se; de qual atividade industrial pertence; e qual o seu principal constituinte;
  • Estado físico: Identifica-se em qual estado físico o resíduo se encontra; o seu aspecto e cor; se possui odor; e o grau de heterogeneidade;
  • Destinação: Identifica-se para onde deve ser enviado, podendo ser ao aterro ou para empresas tratadoras onde se faz a recuperação.

Para entender mais sobre a diferença de resíduos, clique aqui.

Posterior a caracterização dos resíduos, a próxima etapa do mapeamento é encontrar uma forma de quantificar cada material que está sendo produzido durante um mesmo período de tempo. A empresa precisará verificar quanto custa destinar cada um deles e uma maneira simples de fazer isso é através de uma pesquisa, ou seja, saber quanto outras empresas gastam fazendo a destinação correta do resíduo.

E a partir desse mapeamento você estará pronto para criar sua cartela de clientes e realizar parcerias, ou seja, vender os resíduos para tratadoras que reciclem ou revenda parte dos seus materiais. Atualmente, já existe uma mercado concreto para plástico, papel, material eletrônico e borracha.

Dando como exemplo o plástico, segundo o levantamento do Sindicato Nacional de Empresas de Limpeza Urbana(Selurb), por ano no país é produzido o equivalente a 10,5 milhões de toneladas, que se fossem reciclados, retornaria cerca de R$5,7 bilhões para a economia.

Vale salientar que para que isso ocorra é necessário, acima de tudo, ter princípios de sustentabilidade, e acreditar que isso não traz somente benefícios financeiros ou deixa o seu empreendimento adequado com a legislação, mas também servirá como uma estratégia de marketing verde que agregue ainda mais valor e credibilidade ao seu negócio e seja o diferencial que você deseja passar para o cliente, mostrando que sua empresa se preocupa com o planeta e com a sociedade.

Para saber mais sobre essa ferramenta para a educação ambiental, confere nosso conteúdo que fala tudo que você precisa saber sobre o marketing verde.

Por fim, é nítido que a elaboração do PGRS será além de um documento com o diagnóstico da sua empresa, com ele você também poderá analisar a viabilidade financeira de várias etapas dos seus projetos através da gestão de despesas com os seus resíduos.

Quer mais motivos para desenvolver um PGRS? Separamos 5 para mostrarmos os benefícios dele para o seu negócio, vem conferir.

E se quiser conversar mais com um de nossos consultores entre em contato pelo email - contato@nuteq.com.br ou pelo whatsapp - (84) 99967-2250.

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