Reuso Inovador: transforme resíduo em oportunidade

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by: Erimar Fernandes

A Política Nacional de Resíduos Sólidos, instituída através da Lei n° 12.305/2010, procura organizar como que o país lida com o lixo e, também, exige transparência no gerenciamento dos resíduos tanto da esfera pública quanto da privada.

Essa lei promove, acima de tudo, a redução na geração de resíduos, tendo como proposta a prática de hábitos de consumo sustentável e um conjunto de instrumentos para propiciar o aumento da reciclagem e reutilização dos resíduos sólidos (aquilo que tem valor econômico e pode ser reciclado ou reaproveitado) além da destinação ambientalmente adequada dos rejeitos (aquilo que não pode ser reciclado ou reutilizado).

Resíduos sólidos são resultados de atividades de origem industrial, doméstica, hospitalar, comercial, agrícola, de serviços e de varrição.

De acordo com os artigos 61 e 62 do decreto 6.514/08, que regulamenta a lei de crimes ambientais, quem causar poluição que possa resultar em danos à saúde humana ou ao meio ambiente, incluindo a disposição inadequada de resíduos sólidos, estará sujeito à multa de R$ 5 mil a R$ 50 milhões.

Dispor inadequadamente o resíduo consiste em: lixão como destino final dos rejeitos, falta de local apropriado para armazenamento no próprio estabelecimento, mistura dos mais diversos tipos de resíduos, contato do rejeito com esgotos e/ou terrenos baldios, ou seja, qualquer tipo de descarte que prejudique as características do ambiente.

O Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos (PGRS) é um documento que, em conjunto com ações complementares, tem o objetivo de descrever, orientar e adequar o estabelecimento acerca do gerenciamento de resíduos sólidos e propor soluções sustentáveis visando uma disposição apropriada.

Quer saber se sua empresa está sujeita a elaboração do PGRS? Visite a seção V da Lei 12.305/2010, disponível em: https://goo.gl/mJ4zpn.

No que diz respeito a produção de resíduos sólidos, um estabelecimento gera descartes desde o armazenamento da matéria-prima adquirida, do material de escritório usado, da recepção de clientes, até a alimentação dos funcionários, sendo cada resíduo caracterizado dentro de parâmetros como a origem e periculosidade.

Para informações mais detalhadas sobre a classificação dos resíduos, consultar o artigo 13 da Lei 12.305/2010.

Além disso, a qualidade na operação da coleta de resíduos é importantíssima e depende do acondicionamento apropriado, que deve ser compatível com a classificação, quantidade e volume dos resíduos.

A importância do acondicionamento adequado reside em otimizar a operação, prevenir acidentes, minimizar o impacto visual e olfativo, além do ambiental e reduzir a heterogeneidade dos resíduos, facilitando, também, a realização da coleta.

            Dessa forma, saber os parâmetros para coleta e armazenamento adequados de cada resíduo proporciona um controle sobre o resíduo, trazendo benefícios como:

 

·         Segurança dos manipuladores;

·         Adequação à legislação;

·         Redução da probabilidade de autuações e multas.

 

Elaborar, implantar e atualizar constantemente o PGRS garante, por conseguinte, que o estabelecimento colete os resíduos de forma adequada, armazene de acordo com sua classificação, dê o destino correto, além de controlar de forma efetiva.

Controlar o que é descartado pelo estabelecimento acarreta, sobretudo, na possibilidade de agregar valor ao resíduo, ou seja, transformar algo que seria rejeitado em uma matéria de maior valor financeiro, sendo possível, portanto, o reaproveitamento e/ou comercialização.

 

Reuso Inovador

Em consonância com a Política Nacional dos Resíduos Sólidos e com seu intuito de reciclar e reutilizar aquilo que possui valor agregado, o Reuso Inovador entra como um extra ao PGRS que torna ainda mais tangível o gerenciamento dos resíduos.

Como primeiro exemplo de Reuso Inovador tem-se a reciclagem das latas de alumínio, na qual milhares de catadores de materiais recicláveis, organizados em cooperativas, conseguem seus sustentos desta atividade.

Grande parte da renda destes trabalhadores tem como origem a reciclagem de latinhas de alumínio, uma vez que o processo de reciclagem de alumínio é muito mais barato e consome menos energia do que a extração do minério que fornece o alumínio. Além disso, a decomposição do alumínio dura mais de 100 anos, ou seja, reciclar o alumínio reduz drasticamente a agressão ao meio-ambiente.

Outro exemplo é a reciclagem dos resíduos orgânicos para sua transformação em adubo ou fertilizante orgânico. Os processos mais comuns de reciclagem de resíduos orgânicos são a compostagem (degradação dos resíduos com presença de oxigênio) e a biodigestão (degradação dos resíduos com ausência de oxigênio).

Tais procedimentos proporcionam retorno financeiro para o estabelecimento, pois o gasto com gás de cozinha é reduzido e o adubo orgânico pode ser vendido para produtores rurais.

Fica ainda mais nítido a necessidade de desenvolver o Reuso Inovador nos estabelecimentos, visto as seguintes vantagens e benefícios:

 

·         Adequação a legislação;

·         Contribui no licenciamento ambiental;

·         Organização do espaço;

·         Higienização do ambiente;

·         Bem-estar dos funcionários e clientes;

·         Redução do desperdício;

·         Redução de custos com transporte;

·         Aumento do faturamento;

·         Diferenciação no mercado;

·         Promoção da imagem do estabelecimento por meio do Marketing verde;

 

Qualquer dúvida sobre como o seu estabelecimento pode ter Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos ou implementar o Reuso Inovador, fale conosco, será um prazer ajudar!

Até mais.

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